30 jun 2010

A cultura como novo nicho de mercado

Por Jean Michell

No primeiro dia do Social Media Brasil, Jessica Faye Carter (Nette Media) nos mostrou o poder de compra dos grupos culturais. Ou seja, as comunidades que possuem características em comum estão crescendo cada vez mais. De acordo com Jessica, principalmente nos Estados Unidos, as empresas estão atentas a esse comportamento de mercado, procurando novas maneiras de segmentar, aumentar as vendas e lucros, e fazendo uso das mídias sociais.

Para conseguir isso, é preciso abordar as pessoas de uma forma que seja confortável para elas. Jessica citou, por exemplo, um buscador chamado Imhalal, focado no público islâmico. Ele se difere dos outros por ter um filtro de acordo com a política religiosa de cada país.

Mas as pessoas não deveriam usufruir a tecnologia da mesma forma? Independente de suas crenças? Sim, mas é preciso que o uso da tecnologia se adeque às características de cada comunidade. Assim, um novo nicho e um mercado lucrativo é formado.

Cada um de nós tem, ao mesmo tempo, diversos padrões culturais. Ninguém quer ser taxado apenas por um desses padrões (ser rotulado somente pela sua orientação sexual, ou só por sua etnia ou gênero).

Por conta dessa dificuldade de conceituar, para se comunicar através da cultura (usando a cultura) é preciso ter alguns cuidados:

  • Conectar com indivíduo e não com os mercados;
  • Não se limitar às culturas;
  • Evitar estereótipos;
  • Ter cuidado com humor;

E, segundo Jessica, as melhores práticas a serem usadas são:

  • Escolher a sua plataforma de acordo com seu publico;
  • Pontos de conexão múltiplos;
  • Evitar os estereótipos;
  • Acompanhar as atividades dos websites que os usuários estão acessando, rastreando o melhor do site;
  • Responder às perguntas e comentários dos usuários;
  • Aprender com os usuários, dando um sentido de engajamento;

Outros exemplos da utilização das mídias sociais para engajar comunidades:

Público alvo: usuários que falam espanhol.

Objetivo: Trabalhar o regional. Destacando-os como um grupo importante para a empresa

Público alvo: fãs de Bollywood

Objetivo: Providenciar maneiras para que os usuários sejam ativos, engajados no site. Incentivando sua participação de forma divertida)

29 jun 2010

Já pensou em vender nas mídias sociais?

Por Jean Michell

Edney Souza, mais conhecido como @interney, esteve no primeiro dia do Social Media Brasil para dar algumas dicas sobre como a sua empresa pode gerar “buzz” (barulho) nas mídias sociais.

Mas, antes de começar a planejar, antes de buscar um diálogo com os usuários, Edney alerta: não use mídias sociais se você…

  • Não tem habilidades sociais;
  • Não tem senso de humor;
  • Vai esquecer disso no dia seguinte (abandonar a ferramenta);
  • Não falar abertamente dos problemas que surgirem;
  • Só quer vender;
  • Pensa que é um jogo de rankings;
  • Vai levar para o lado pessoal;
  • Acha que o twitter é uma estratégia;
  • Não tem cultura social;
  • Não tem autorização.

Mas, se você não se encaixa nas categorias acima, pode se dar muito bem com a ferramenta. E, nesse caso, porque não usá-la como um canal de vendas? Com 58% da população brasileira acessando a Internet, e 67% participando das redes sociais. Por que não vender nas redes sociais? Se você já pensou nessa hipótese, primeiro faça uma pesquisa para saber não apenas o que estão falando sobre a empresa, mas também uma pesquisa de palavras-chaves relacionadas com o serviço que você vende, através do AdWords.

Verifique os possíveis canais sociais para serem relacionados:

Depois de pesquisar, é hora de planejar. De acordo com Edney, é preciso criar um ambiente que sua marca domine, ou seja, escolha redes sociais em que possa participar ativamente, sem abandoná-las. Além disso, procure parcerias com canais sociais de terceiros. E faça um projeto editorial buscando uma estratégia de diálogo com seu público.

Edney sugeriu algumas métricas para controlar melhor a performance do envolvimento de sua marca com as mídias sociais:

E o relacionamento não termina na venda do produto. É preciso mostrar como aproveitá-lo ao máximo, além de colocar assuntos relacionados aos serviços da empresa. Pense em tudo que interessa ao seu consumidor e procure saber os gostos dele, intercalando promoções e informações, mantendo sempre a atenção do público.

25 jun 2010

Papel ou Ipad? Eis a questão.

Por Jean Michell

Uma das palestras mais esperadas no segundo dia do Info@trends era sobre o Ipad, o tablet símbolo da nova geração de gadgets. Com a popularização dos tablets, a pergunta é: e o papel? Alguém ainda vai usá-lo?

De acordo com Sérgio Herz (Diretor de operações da Livraria Cultura), a resposta é sim. Segundo ele, o consumidor que está usando equipamentos eletrônicos não quer pagar mais caro por um  livro no mercado eletrônico do que na loja física. Porém, a loja/livraria é um lugar de experiência, por mais que a venda online seja mais barata.

O site de varejo Amazon, por exemplo, mesmo vendendo mais livros virtuais, está começando a imprimir os livros que estão fazendo sucesso. Às vezes a disseminação online acaba até contribuindo para que o livro seja impresso.

Quando pensamos na substituição do jornal impresso pelos portais de notícias, segundo Suzana Singer (Ombudsman da Folha de S. Paulo), isso também ainda está longe de acontecer, pois o jornalismo de qualidade é caro e nenhum jornal online consegue se viabilizar apenas com a sua publicidade. De acordo com Suzana, os maiores sites de notícias do mundo estão sendo suportados pela redação impressa.

A conclusão da palestra foi que, mesmo que pesquisas em tecnologia anunciem que, em 2015, um em cada quatro computadores vendidos será tablet, ainda assim teremos espaço na prateleira para um bom livro. Afinal, o livro é o mais velho ‘tablet’, como podemos ver no divertido vídeo abaixo.

24 jun 2010

Vaga para desenvolvedor HTML+CSS

Por Jean Michell

A Código Digital tem vaga para Desenvolvedor HTML+CSS, para contratação imediata. Os detalhes são os seguintes:

Atividades a serem desenvolvidas: Codificação de sites em HTML+CSS a partir de layouts fornecidos; Webdesign; Atualização de conteúdo de websites.
Requisitos: Domínio de HTML, CSS, Padrões web, SEO, Photoshop; conhecimentos básicos de Flash.
Diferenciais valorizados: Conhecimentos avançados de Flash, Actionscript, Web Analytics e SEO serão muito valorizados. Também serão valorizados conhecimentos de Ajax, frameworks javascript (jQuery), ilustração 2D e 3D; formação superior concluída ou em andamento em Design ou cursos correlatos; domínio do Inglês; experiência na função.
Perfil desejado: Proatividade, autonomia, autodidatismo, boa redação, senso de equipe.
Horário: De 8h às 12h e de 14h às 18h (com possibilidade de flexibilização).
Salário e benefícios: À combinar.

Interessado? Entre aqui e nos envie seu currículo e portfólio.

24 jun 2010

Como ser diferente?

Por Jean Michell

O primeiro dia de Info@trends também debateu aquilo que toda empresa gostaria de saber: “Como anunciar na web de forma diferenciada?”. E a resposta é simples: Pensar como consumidor!
De acordo com o presidente da DM9, Sérgio Valente, é preciso ser especialista em pessoas, em comportamento, e não se limitar numa tecnologia específica. Inovar é pensar quem é esse consumidor, o que ele quer hoje? Como lhe garantir um serviço que provoque uma sensação agradável?
O papel que a comunicação publicitária deve seguir, de acordo com Abel Reis (Presidente da Agência Click), é procurar formas de fazer com que os consumidores sejam seguidores, fãs da marca. Assim, eles serão quase tão publicitários quanto os próprios profissionais.
É preciso sim dar ouvidos a tudo que estão falando para sua marca. Porém,  Guga Ketzer (Vice-presidente e diretor de criação da Loducca.MPM ) lembra que a audiência nem sempre sabe tudo sobre a sua marca. É necessário um cuidado e uma moderação nesse diálogo, pois toda marca está mais vulnerável na web.
Outro ponto lembrado durante a discussão foi a ascensão dos dispositivos móveis. Segundo Sérgio Valente, uma boa forma de entendê-los é vê-los como um serviço, criando uma experiência de utilidade para o usuário.  A grande dificuldade é como adaptar a mesma comunicação da ‘big screen’ (tela grande) para o mobile. Para resolver isso, devemos adaptar , e não produzir um novo meio.

Página 6 de 8« Primeira...45678